O deputado federal Marçal Filho anunciou ontem, por meio das ondas da sua Frequência Modulada (FM), que é pré-candidato do PMDB a prefeito de Dourados e avisou que não aceitará qualquer manobra no sentido de alterar as regras estabelecidas previamente para definir o nome do partido que deverá enfrentar o prefeito Murilo Zauith (PSB) nas urnas. “Não existe polarização na disputa, mesmo porque o PMDB tem três nomes em condições de encabeçar a candidatura e o escolhido será apontado por pesquisa de intenção de voto”, afirma. “Não ungi nenhuma candidatura, não tratei desse assunto com ninguém e se perceber que estão me sacaneando, não pensarei duas vezes para lançar minha esposa, a Keli-ana Fernandes, candidata a prefeita”, avisa Marçal Filho.
Durante o programa que apresenta na 94FM, Marçal Filho disse ontem que só não será candidato a prefeito de Doura-dos se a população demonstrar, por meio de pesquisa de intenção de voto, que não quer vê-lo no comando da prefeitura. “Sou pré-candidato e não vou desistir dessa condição em favor de nenhum outro nome, portanto se tiver de ungir alguma candidatura será a minha ou a da Keliana”, desabafa.
Alheio à disputa interna no PMDB, o prefeito Murilo Zauith segue trabalhando de olho em 2012. Ele lançou ontem um pacote de R$ 18,6 milhões de investimentos em obras no Grande Água Boa e Izidro Pedroso. As obras fazem parte do pacote que está sendo lançado neste mês para comemorar os 76 anos de Dourados, num total de R$ 140 milhões.
Quem também está de olho no futuro é o presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, pré-candidato do Democratas à Prefeitura de Dourados. Ele determinou que sejam elaborados projetos para planejar o futuro do sanea-mento em Dourados pelos próximos 30 anos. O objetivo é garantir que a cidade cresça mantendo os índices elevados de atendimento à população, alcançados durante a gestão dele com as atuais obras da Sanesul.
A Sanesul vai investir R$ 500 mil e, por esse estudo, que vai contemplar a projeção de crescimento populacional, se-rão previstas novas obras para atender o município. Na prática, Barbosinha mantém o estilo que garantiu a ele o sucesso na empresa, sempre planejando, buscando recursos e executando novas obras.
Enquanto em Dourados a única possibilidade, ainda que remota, de enfrentamento pela prefeitura ocorre entre o PSB do prefeito Murilo Zauith e o PMDB do governador André Puccinelli, a disputa pela Prefeitura de Campo Grande reúne nomes de peso e, por consequência, de grande potencial eleitoral. Com isso, os eleitores da capital terão um leque muito maior de opções para escolher quem será o futuro prefeito.
Pelos lados do PMDB, o nome mais forte continua sendo o do deputado federal Edison Giroto, que saiu do PR para ganhar direito de disputar a prefeitura pelo partido do governador André Puccinelli. Outros peemedebistas como Carlos Marum, atual secretário de Estado da Habitação e a vice-governador Simone Tebet também são apontados como pré-candidatos à prefeitura da capital.
Caso ocorra mesmo o embate entre o PMDB com o PT, o candidato petista deverá ser o deputado federal Vander Loubet, o primeiro-sobrinho do ex-governador Zeca do PT, nas nada impede que o próprio Zeca se apresente candidato com o apoio da presidente Dilma Rousseff, polarizando a disputa com o candidato peemedebista.
Como terceira via nesse processo, surge o nome do deputado federal Reinaldo Azambuja, que já foi prefeito de Mara-caju e transferiu o domicílio eleitoral para a capital com o propósito de ir para a disputa. A cúpula tucana nacional, inclu-sive, já antecipou apoio irrestrito à candidatura de Azambuja, que, inclusive, não esconde de ninguém o desejo de ir para o embate independente dos adversários que terá que enfrentar nas urnas.
Além dos pré-candidatos citados, outros nomes como o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), o empresá-rio Antônio João Hugo Rodrigues (PSD), o deputado estadual Alcides Bernal (PP) e o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) também prometem se colocar como opção para os eleitores de Campo Grande no ano que vem. Vai ven-do...
O leitor Paulo José de Souza enviou e-mail com o seguinte desabafo: era uma vez uma estrada. A Rodovia MS-270 que liga Dourados ao Distrito de Itahum, o mais populoso do município, foi feito há mais de vinte anos, tem-po máximo de duração desse tipo de obra, portanto o material empregado venceu e está se deteriorando.
Segue o leitor: tem lugar que não cabe mais remendo, necessitando de recapeamento urgente e que seja de boa qualidade. Referida estrada não tem acostamento e na maioria de sua extensão não existe sinalização, tornando-se um grande risco para quem viaja a noite, principalmente quando chove.
Finaliza Paulo José de Souza: nossos deputados federais Marçal Filho e Geraldo Rezende, que representam Dou-rados por força de ampla votação que receberam do povo, têm o poder/dever legal de prover recursos para a obra, tomara que não demorem em fazê-lo. O mesmo vale para os deputados estaduais Zé Teixeira, George Takimoto e Laerte Tetila, que representam Dourados na Assembleia Legislativa.
O inferno astral de ex-governador Marcelo Miranda no comando da Superintendência do Dnit em Mato Grosso do Sul está longe de acabar. Agora, o Ministério Público Federal (MPF) acaba de constatar que o sobrepreço refe-rente a desmobilização de máquinas e equipamentos para o transporte para outros canteiros de obras em três tre-chos de obras na BR-262, que liga Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ao resto do país, chega a R$216 mil. O MPF já recomendou à Superintendência Regional do Dnit a suspensão do pagamento ou o ressarcimento do que já foi pago.