O secretário municipal de Fazenda, Valter Carneiro Júnior, precisa encontrar uma forma de fazer com que a Central de Atendimento ao Cidadão faça justiça ao nome, ou seja, que atenda o contribuinte no tempo em que ele precisa ser atendido e não no tempo em que o escasso número de funcionários da tal central consegue atender. Veja essa: cidadão que bateu às portas da tal central ontem às 10h50 com a intenção de retirar uma Nota Fiscal Avulsa, pagando quase R$ 100 em Imposto Sobre Serviço (ISS) só conseguiu sair do local com o nota em mãos às 11h52, ou seja, mais de uma hora depois. Cabe enfatizar que o mesmo serviço demorava, no máximo, 10 minutos para ser prestado pela Nota Control, de forma que já tem contribuinte morrendo da saudades da antiga prestadora de serviço.
Mais grave: no mesmo dia em que começou a vigorar o decreto municipal que estabelece expediente das 7h às 13h30 na Prefeitura de Dourados, não foi pequeno o número de servidores da Nota Control que esperou o relógio marcar 11h para deixar o posto de trabalho e sair para almoçar. Como pode, almoçar às 11h, retornar às 13h e encerrar o expediente às 13h30?
Mais uma vez, dos 23 guichês existentes na Central de Atendimento ao Cidadão apenas 5 estava ocupado por servido-res ontem. Por telefone, o secretário Valter Carneiro justificou que esse é o mesmo número de guichês que existia na Nota Control, só não explicou porque na empresa privada a nota era emitida em 10 minutos enquanto no serviço público demora mais de uma hora.
Além da demora absurda para atender quem quer pagar imposto, a Central de Atendimento ao Cidadão não disponibi-liza água para o contribuinte e quem precisar usar o banheiro tem que escalar uma escada. Se for idoso, terá que chamar os homens do Corpo de Bombeiro para ajudar na subida, de tão íngreme que é a escada. Em meio a tudo isso fica uma dúvida: se para pagar imposto o cidadão sofre tanto, como será que é para receber da prefeitura?
A coluna informou na semana passada que o governador André Puccinelli só espera a conclusão do recapeamento de toda a extensão da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, onde o Estado está investindo R$ 7 milhões, para anunciar o mesmo benefício para a Avenida Marcelino Pires, em Dourados. Anteontem, o deputado federal Marçal Filho deu o xeque-mate no governador.
Marçal encontrou André Puccinelli nos corredores da Câmara Federal e pediu que o governador viabilize R$ 15 mi-lhões para as obras de recuperação das ruas e avenidas de Dourados. Fica a expectativa para que também seja recapeado o asfalto da Avenida Weimar Torres e da Rua Joaquim Teixeira Alves.
Em resposta a reclamação do contador e professor universitário Edson Pereira da Silva, sobre a demora da empresa em reparar as valetas que atravessam as ruas para fazer ligação de água, sobretudo na Rua Dom João VI, entre as ruas Ipiranga e Manoel Santiago, bem como na Rua Monte Alegre, bem em frente ao ginásio do Colégio Bandeirantes, o ge-rente regional da Sanesul, Odilon Azambuja, enviou e-mail à coluna anunciando as medidas adotadas.
Odilon Azambuja garante que as valetas abertas nos endereços citados pelo leitor já foram recuperadas, sendo que os reparos da Rua Monte Alegre foram concluídos na terça-feira, ainda no período da manhã, e a da Rua Dom João VI, foi recuperada na quarta-feira. “Temos nos empenhado para solucionar esses problemas o mais breve possível, mas em al-guns casos acaba ocorrendo atraso”, explica.
Decreto editado pelo prefeito Murilo Zauith reduziu para seis horas diárias o horário de expediente da Prefeitura de Dourados, que desde ontem está atendendo ao público das 7h às 13h30. A justificativa é que em dezembro existe um baixo fluxo de procedimentos administrativos em razão do período de festas e férias, razão pela qual a prefeitura vai aproveitar para economizar com custeio dos serviços públicos.
O decreto não se aplica aos serviços considerados essenciais, como escolas, Centros de Educação Infantil, Unidades de Saúde, Pronto Atendimento Médico e os órgãos que funcionam em regime de escala e plantão. Na sede da prefeitura na Rua Coronel Ponciano, onde estão instaladas as secretarias de Receita e Finanças, Obras, Planejamento, Governo e Gabinete, o expediente é das 7h às 13h30.
O leitor Sayd Martins enviou e-mail com o seguinte teor: há 34 anos o então prefeito José Elias Moreira promovia uma revolução na forma de administrar um município, preparando Dourados para o futuro promissor, não só pela sua posição estratégica geograficamente, mas também pela sua condição de cidade polo do desenvolvimento re-gional.
Segue o leitor: naquela oportunidade, José Elias preparava Dourados para ser o grande celeiro da região Sul do Estado e ainda ajudava as cidades vizinhas com recursos federais que ia buscar em Brasília para Dourados, como, por exemplo, a eletrificação rural que foi levada até Ponta Porã.
Continua o leitor: fiz esta pequena introdução para repetir aqui as palavras do arquiteto e urbanista Jaime Lerner que disse naquela oportunidade que o prefeito Zé Elias estava fazendo a parte mais difícil de uma cidade, que é a sua infraestrutura, deixando a parte mais fácil, que é o chantilly, para seus sucessores.
Finaliza Sayd Martins: nas administrações que sucederam Zé Elias o que se viu foi um vendaval de chantillys, como as rotatórias que só serviram para atrapalhar e que hoje estão dando lugar aos semáforos. Dourados vem ca-pengando e perdendo espaço desde então em virtude da falta de administradores arrojados como foi Zé Elias e seu parceiro, o governador Pedro Pedrossian. Será que não surgirão outros Zé Elias para fazer em Dourados o mesmo que é feito em Campo Grande e Três Lagoas?