Quem esperava que a Operação Uragano da Polícia Federal estava morta e enterrada se enganou. Esta semana ela ressuscitou. A cada dia seus efeitos pipocam nas mais diferentes esferas da Justiça. Fazendo um retrospecto da semana, a primeira bomba explodiu na segunda-feira, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário dos deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende, ambos do PMDB, citados na Operação Uragano, que prendeu e derrubou do cargo o ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi, secretários, vereadores e empresários.
A quebra dos sigilos foi motivada pelos indícios de que estes parlamentares teriam recebido de Artuzi, de volta, parte dos recursos destinados à cidade de Dourados, por meio das suas emendas parlamentares. Segundo a denúncia, o dinheiro foi usado na campanha eleitoral de 2010. O segundo estouro foi ontem quando 11 servidores da Prefeitura de Dourados passaram a ter seus empregos ameaçados por envolvimento na Operação Uragano. Processo Administrativo Disciplinar foi aberto para apurar as condutas dos servidores envolvidos no escândalo da Operação Uragano, por ordem do Ministério Público. As denuncias serão julgadas pela Comissão Permanente Processante da Prefeitura e poderão culminar com a demissão destes servidores. As resoluções que determinam a abertura de Sindicância foram publicadas na edição de ontem do Diário oficial de Dourados. Sinais de que a Uragano era uma ferida que ainda está aberta e não cicatrizada.
Este ano serão realizadas eleições para os cargos de prefeito e de vereador nos municípios brasileiros. O prazo para transferência de título eleitoral vai até 9 de maio. Mas é preciso que os eleitores sejam fieis nas declarações de mudança de domicílio eleitoral, porque a Polícia Federal em todo o Brasil está atenta. Eleitores que fornecem informações falsas vão responder criminalmente por isso.
Ontem por exemplo, 11 pessoas foram presas por fraude eleitoral. Elas apresentaram comprovantes falsos de residência com a finalidade de transferir o título de eleitor para o município de Águas Lindas (GO). Segundo o delegado da Polícia Federal no Distrito Federal Victor Campos, as pessoas presas moravam em cidades do DF, em Brasília e no Entorno. A investigação vai apurar os candidatos e os cabos eleitorais que aliciavam os eleitores. Se ficar comprovada a vinculação das transferências com os candidatos, eles serão responsabilizados”, explicou o delegado.
Noticia que interessa a muita gente, mas principalmente ao secretário de finanças da prefeitura de Dourados, Walter Carneiro Júnior. Muitos chacareiros de Dourados estariam colocando seus imóveis a venda por falta de condições financeiras de pagar o IPTU 2012. As casas estariam sendo vendidas a um preço bem inferior ao de mercado para quitar o IPTU que veio altíssimo. Tem carnê pra todo gosto. Até os que passam de R$ 30.000,00 já com desconto para pagamento a vista.
Pessoa atenta indaga ao governo do Estado sobre quando irá começar o recapeamento das principais avenidas de Dourados: Marcelino Pires, Weimar Torres e Joaquim Teixeira Alves. A expectativa é a de que o mesmo “Tapete” em que se transformou a Avenida Afonso Pena em Campo Grande também vire realidade em Dourados.
Pessoa atenta procurou a coluna para fazer a seguinte observação: “A velha tática de que a melhor defesa é o ataque continua. Incrível como pessoas implicadas até o pescoço em escândalos e que sempre procuraram tirar proveito político em tudo, agora se fazem de vítima e culpam principalmente a imprensa por atos praticados e descobertos por investigações policiais. Ora, todos tem direito a defesa, mas culpar a imprensa por relatar fatos levantados oficialmente em investigações é o mesmo que dar um tiro no pé, principalmente por parte daqueles que de certa forma fazem parte da imprensa. O mais sensato seria aguardar o desenrolar das investigações, pois quanto mais falam, mais se complicam. Se querem achar um culpado pelos indiciamentos ou quebra de sigilo, que vão procurar quem indiciou ou quem quebrou”.
"A crítica que os meios de comunicação social dirigem às pessoas públicas, por mais dura e veemente que possam ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente resultam dos direitos de personalidade", Ministro Celso de Mello.