18/01/2012 18h30 - Atualizado em 19/01/2012 01h30
 
Basta aos tributos

Qual brasileiro é a favor da criação de novos impostos?. Praticamente nenhum. Talvez o fundamento seja pela falta do retorno esperado, principalmente em determinados setores como o da saúde pública. Essa reação contrária da maioria dos brasileiros ficou comprovada através de uma pesquisa divulgada ontem indagando sobre a criação de um novo tributo para financiar a saúde. A pesquisa foi feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI/Ibope).

Dos entrevistados, 96% disseram ser contra a proposta, apesar de 95% considerarem que o setor precisa de investimentos e 61% reprovarem o sistema público de saúde. Para 85%, não houve avanços no serviço nos últimos três anos. Houve piora na opinião de 43%. O entendimento geral é que a saúde tem recursos, mas precisa melhorar a gestão. O governo obteria mais recursos para a área se combatesse a corrupção, segundo opinaram 82%. Para 53%, a prioridade deveria ser combater o desperdí-cio. Apenas 18% acham que seria necessário transferir mais recursos para o setor.

Gestão melhor

Para 63% dos entrevistados, a gestão poderia melhorar se fosse transferida para a iniciativa privada. A demora no atendimento foi apontada por 55% como o principal problema da rede pública. Para 57%, o serviço poderia ser melhora-do com a contratação de mais médicos.

Políticas preventivas

A maioria da população também acha que políticas preventivas são mais importantes do que a construção de novos hospitais. Essa é a opinião de 71% das pessoas ouvidas na pesquisa.

Plano de Saúde

De acordo com o levantamento, as pessoas que têm plano de saúde são minoria: 24%. Os hospitais públicos recebe-ram nota de 5,7 em uma escala de 0 a 10, enquanto os privados receberam 8,1. Na pesquisa, foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 20 de setembro.

Projeto Natimorto

A oposição conseguiu evitar a reinclusão no projeto da possibilidade de criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Sob acusações de que a CCS seria uma nova CPMF, até os parlamentares da base do governo rejeitaram a medi-da, incluída no relatório do senador Humberto Costa (PT-PE).

Grandes Fortunas

A criação de um imposto sobre grandes fortunas (IGF) pode voltar a gerar polêmica no Senado em 2012. Previsto na Constituição de 1988, o tributo precisa da aprovação de uma lei complementar para entrar em vigor. E é isso o que pre-tende agora o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) ao apresentar o PLS 534/11 - Complementar, que será debati-do e votado pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE) antes de ir a Plenário.

Qual alcance?

A proposta regulamenta o inciso VII do artigo 153 da Constituição, que estabelece a competência da União para tri-butar grandes fortunas, nos termos de lei complementar. Seu alcance atinge patrimônio superior a R$ 2,5 milhões, sobre o qual incidiria alíquota de 0,5%.

Quando será?

Marcos Antônio Nogueira entrou em contato com a coluna querendo saber quando a Sanesul vai consertar um enorme buraco em frente a casa dele que fica a rua Araguaia 38 – Jardim Água Boa. Ele afirma que recentemente havia um va-zamento no local e por isso a Sanesul entrou em ação para consertar o problema, mas acabou gerando um outro, um seja, o vazamento foi resolvido, porém, um buraco enorme restou como lembrança do serviço.

Valorizando a cultura

Pessoa atenta emite a seguinte opinião sobre a nomeação do artista Carlos Fábio para a recém criada Secretaria de Cultura. “Este nome encaixa perfeitamente com a demanda do setor. A cultura passou a ser mais reconhecida e valoriza-da pelo poder público de uns anos pra cá e em Dourados passou a ser vista como prioridade e não como assunto sem importância. Valorizar a cultura é valorizar o ser humano, a história do município, é respeitar valores. A nomeação de Carlos Fábio também significa que Dourados não precisa importar secretários de outras cidades, como em outras admi-nistrações, o que deixava os douradenses cada vez mais indignados e os mais bairristas se sentido até discriminados. Dourados venceu mais uma.

Que frase!

"A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder, político ou econômico, mas ser ajudada por um e por outro em todas as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, a tradição e o espírito autêntico de cada povo." (Papa João Paulo II)


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