Prefeitura realiza campanha contra sífilis

O objetivo da campanha é a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis

07/10/2017 07h00

 
Na tarde de quinta-feira (05) foi realizada uma caminhada e blitz com a equipe da secretaria de saúde de Ivinhema Na tarde de quinta-feira (05) foi realizada uma caminhada e blitz com a equipe da secretaria de saúde de Ivinhema

De Ivinhema

Na tarde de quinta-feira (05) foi realizada uma caminhada e blitz com a equipe da secretaria de saúde através do programa municipal de IST/AIDS e rede feminina de Ivinhema em prol a campanha Outubro Rosa. Durante a noite na Feira da Lua foram realizados testes rápidos de sífilis onde atingiram um grande número de pessoas. O objetivo da campanha é a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, dando destaque a sífilis congênita que passa da mãe para a o bebê.

A sífilis pode ser transmitida por meio da relação sexual sem camisinha, sangue contaminado e da mãe para o filho durante a gravidez. É uma doença grave e pode causar sérias conseqüências para a saúde da criança, malformação do feto e até a morte.

Sífilis na Gravidez

Toda a gestante deve fazer o teste da sífilis desde o início da gravidez, se você está grávida, procure uma Unidade de Saúde e peça o teste se positivo, é necessário que o parceiro realize o tratamento junto com a gestante para que o bebê nasça saudável, o parceiro não tratado pode transmitir novamente a doença para a gestante mesmo depois de ela estar curada.

Em 2005, a taxa de diagnóstico de sífilis em gestantes no Brasil era menor do que 1 caso a cada 1000 nascidos vivos. A última edição do Boletim Epidemiológico de Sífilis, publicado em 2015 pelo Ministério da Saúde, aponta que, no ano de 2013, esse índice subiu para 7,4 casos a cada 1000 nascidos vivos.

O treponema tem a capacidade de atravessar a barreira placentária, infectando o feto. Quando isso acontece, o bebê adquire a chamada sífilis congênita, cuja incidência tem aumentado nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2004, a taxa em menores de 1 ano de idade era de 1,7 casos para cada 1000 nascidos vivos; em 2013, esse número subiu para 4,7. Já boa parte dos pequenos que têm contato com essa bactéria dentro da barriga da mãe e sobrevivem desenvolve problemas como malformações, alterações ósseas, cegueira e lábio leporino.