Som da Concha traz rock e blues na Capital

Zé Pretim vai tocar mistura do blues com as músicas caipiras

11/01/2017 10h05

Zé Pretim vai tocar mistura do blues com as músicas caipiras. (Foto: Divulgação) Zé Pretim vai tocar mistura do blues com as músicas caipiras. (Foto: Divulgação)

O primeiro Som da Concha do ano de 2017 vai ser próximo domingo, às 18h e vai trazer para o público a banda Tonho sem Medo e o bluesman de Mato Grosso do Sul, Zé Pretim.

Tonho sem Medo, de Bandeirantes, vai agitar a plateia com seu rock influenciado pelos anos 50, 60 e 70. Zé Pretim vai tocar uma mistura do Blues com as músicas caipiras que o músico aprendeu desde criança na roça. A banda Tonho sem Medo tem como seu embrião a cidade de Bandeirantes. Fundada no final do ano 2002 por Nelinho Karkará e Jefferson Pandeiro, começando com apenas guitarra, violão e percussão, para depois aos poucos tomar forma de uma banda, que no começo surge com o nome de Destilados e depois de um tempo adota a alcunha de Tonho sem Medo.

Passram pela sua formação diversos integrantes. Porém sofreu um hiato de cinco anos entre 2009 e 2014 em que os integrantes seguiram outros caminhos. Mas devido à amizade ainda viva e o amor pela música, decidiram voltar a fazer "um som" e no ano de 2014 voltaram sedentos de rock and roll com a seguinte formação: Nelinho Karkará (guitarra), Zé Neto (bateria), Sérgio Saito (baixo) e Plínio Zappah (vocal) com a influência das décadas de 50, 60 e 70. E ao tocar músicas de outros artistas não espere ouvir a cópia perfeita porque entendemos que a arte deve ser passada de acordo com o sentimento que você vive no momento. Assim, músicas próprias ou "covers" nunca serão as mesmas nas apresentações.

José Geraldo Rodrigues, o "Zé Pretim", nasceu em 1954 em Inhapim, cidade mineira situada no vale do Jequitinhonha, às margens da rodovia Rio-Bahia. Autodidata, aprendeu a tocar violão na roça, observando os mais velhos tocando, até que um dia ganhou o seu primeiro violão, segundo ele mesmo conta, ao ser desafiado a "tirar de ouvido" a introdução da música "Menino da Porteira".

Nos anos 80, Zé Pretim começou a assumir sua identidade "solo", e desenvolver seu estilo pessoal de tocar uma mistura do Blues com as músicas caipiras que aprendeu desde criança na roça. Suas músicas misturam o Blues aos ritmos que ele aprendeu na roça, e depois como "músico de baile". Em seu trabalho encontra-seo Blues, a Moda de Viola, o Forró, música romântica, muitas vezes tudo isso misturado numa mesma música.