Ruth Rocha lança caixa com livros infantis

Escritora publica textos inéditos de "Coisinhas à Toa Que Deixam a Gente Feliz"

19/03/2017 14h36

Ruth Rocha tem mais de 200 títulos e 30 milhões de livros vendidos Ruth Rocha tem mais de 200 títulos e 30 milhões de livros vendidos

Ruth Rocha tem muito da personalidade de Emília, criada pelo autor que ela nunca deixou de ler, Monteiro Lobato. Considera-se, assim como a boneca de pano, uma transgressora e libertária. Aos 86 anos, a autora de Marcelo, "Marmelo, Martelo", que voltou a figurar em lista dos mais vendidos, lançou uma caixa com quatro livros, em coautoria com o artista plástico Otávio Roth (1952-1993). "Coisinhas à Toa Que Deixam a Gente Feliz" teve sessão de autógrafos no último sábado, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho em São Paulo.

A escritora paulistana, que tem mais de 200 títulos em catálogo, vendeu 30 milhões de exemplares e recentemente teve um de seus livros indicado na lista da Internacional Board on Books for Young People, dos Estados Unidos. "Apesar de ser um reconhecimento internacional, é sempre mais difícil de conseguir. Eu tive outros importantes, mas um reconhecimento assim, nunca tinha tido. Eu fui indicada (pelo Brasil) apenas uma vez, quando lancei na Organização das Nações Unidas, um livro sobre a Declaração dos Direitos Humanos, mas já foi bom representar o país na profissão que abracei.", diz.

Sobre o projeto da coleção "Coisinhas à Toa Que Deixam a Gente Feliz?", Ruth revela que era uma ideia "que queríamos ter feito antes, mas que fomos adiando. Infelizmente, ele morreu, aí a nossa "caixinha" de pequenas coisas da vida ficou adormecida. Quando a editora falou que ia lançá-lo com as ilustrações de Mariana Massarani, escrevi os textos dos meus dois livros que são inéditos, especialmente escritos para esse projeto. São textos em formato de versos, que falam das pequenas coisas do cotidiano que passam despercebidas na correria do nosso dia a dia", revela.

No dia do lançamento foi montada a obra "A Árvore", que o artista Otávio Roth fez, em 1990, em um evento nas Nações Unida, quando foi lançado "Declaração Universal dos Direitos Humanos".