Tarifa do ônibus pode subir 22% em Dourados; população reclama

A proposta está sendo analisada pela Agetran (Agência Municipal de Trânsito)

Por: Vinicios Araújo - 12/01/2018 15h45

(Foto: Hédio Fazan) (Foto: Hédio Fazan)

A Viação Dourados, concessionária responsável pelo transporte público em Dourados, encaminhou para a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) a proposta de reajuste na tarifa do ônibus em 22%. O aumento elevará R$0,66 no valor atualmente cobrado R$3,00.

Segundo a Agetran, a justificativa da Viação é que há 30 meses não há reajuste e que nesse período houveram aumentos dos custos de manutenção de serviço de até 22%. De acordo com a solicitação, houve alta no combustível, nas peças, manutenções, dentre outros.

Quem utiliza o transporte não gostou muito da ideia. Segundo a estudande de mestrado Lorrane Barbosa, moradora no bairro Parque Alvorada, o valor acaba afetando o orçamento mensal, tendo em vista que ela utiliza a condução quatro vezes por dia.

Lorrane avaliou a qualidade do serviço oferecido como precário, analisando as condições dos veículos e horário disponibilizado para os moradores da região. Ela, que é de Uberlândia (MG), disse que é "covardia" comparar o transporte público mineiro com o oferecido em Dourados.

Já a moradora do residencial Harrison Figueiredo, Dorcina Neves, os aumentos são resultado da diminuição de passageiros pagantes. Ela disse observar que o número de pessoas que utilizam o transporte diminuiu, e em contrapartida aumentou o número de idosos, que obtém garantido o uso da passagem livre.

Outra passageira que não quis ser identificada, disse que levantará uma campanha em apoio ao aplicativo Uber, disponível em Dourados desde o ano passado. "É bem mais barato se você juntar quatro pessoas. O mesmo destino acaba saíndo quase que R$2,50" disse.

Agora, a proposta está em análise pela equipe técnica da Agetran, "A solicitação está prevista em contrato e a empresa já havia proposto no ano passado, porém, a administração municipal conseguiu um maior tempo para essa ação, tendo em vista um delicado momento financeiro no geral. No entanto, o desequilíbrio financeiro precisa ser corrigido e os esforços se concentram para que a correção do valor seja a mais justa possível", destacou Carlos Fábio, diretor da Agetran.