07/12/2011 06h53 - Atualizado em 07/12/2011 06h53

Douradenses protestam hoje no TJ contra queimadas

 

Valeria Araújo

Ambientalistas protestaram na Câmara Municipal de Vereadores de Dourados

Foto: div.

DOURADOS – Grupo de ambientalistas douradenses protestam hoje no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Com faixas e cartazes, eles buscam convencer os desembargadores a não liberar a queima da palha da cana em Dourados. É que o Tribunal de Justiça decide hoje o futuro da atividade sucroalcooleira em Dourados. Se por um lado grupo de usineiros busca liberar a queima da palha da cana, por outro, ambientalistas protestam, recorrendo a relatórios técnicos que apontam prejuízos ao meio ambiente.

De acordo com o presidente do Comitê de Defesa Popular, Ronaldo Ferreira, na última sessão da Câmara de Dourados, o prefeito de Dourados Murilo Zauith e os vereadores assinaram moção em apoio aos ambientalistas. O documento será apresentado hoje aos desembargadores.

O impasse começou quando o Sindicato das Indústrias da Fabricação do Açúcar do Estado de MS ingressou na Justiça para tentar anular a lei municipal de Dourados que proíbe as usinas de utilizarem a queima da palha da cana de açúcar como método de colheita.

Por quatro vezes durante a votação o projeto recebeu vistas e foi adiado. Há 15 dias representantes da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se reuniram com desembargadores na tentativa de convencê-los a votar contra a liberação das queimadas. Ainda na reta final, o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdam), Ataulfo Alves Stein Neto, apresentou a maioria dos magistrados um relatório técnico com os impactos negativos causados ao meio ambiente, se a proposta dos usineiros for acatada.

Os usineiros lutam para que o Tribunal de Justiça considere inconstitucional a lei municipal, que estabeleceu prazo até 2010 para que as usinas se adequassem ao sistema mecanizado de colheita. O Sindicato das Indústrias da Fabricação do Álcool do Estado de Mato Grosso do Sul alega que o município não tem legitimidade para restringir as queimadas, uma vez que contraria a Lei Estadual e a Federal. A primeira prevê a colheita manual até 2016 e a segunda até 2017.

òtima idéia de não queimar a balha de cana. Mas também é preciso, que esses ambientalistas e defesa civil, fiquem atentos ás queimadas de lixo, folhas e galhos árvores que vem sendo feito diáriamente na zona urbana dos bairros de Dourados.
Pessoa irresponsáaveis e preguiçosas, que, quando limpam seus quintais, ao invés de colocarem num saco os lixos preferem queimar expandindo fumaça para todos os lados, como se todas as pessoas fossem igual eles(iresponsáveis e relapsos)

 
Elio em 07 de dezembro de 2011 - quarta às 10:29

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