Pesquisadores estudam local onde fóssil de 500 milhões de anos foi encontrado em Corumbá

O interesse dos especialistas, que vieram de diversas partes do Brasil e do mundo, é devido ao fato do fóssivel pertencer ao animal que pode ter sido a primeira manifestação de vida multicelular do planeta

G1-MS - 16/07/2017 08h52

 
Foto: divulgação Foto: divulgação

Pesquisadores de várias partes do país e até do mundo estão em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, para dar continuidade aos estudos sobre a Corumbella. Fóssil de 500 milhões de anos encontrado em um sítio arquológico do município há três décadas.

O interesse dos especialistas na corumbella é devido ao fato fóssivel pertencer ao animal que pode ter sido a primeira manifestação de vida multicelular do planeta. Isso significa que antes dele, apenas seres de uma célula, como algas e bactérias, habitavam a terra.

O professor de paleobiologia Shuhai, da universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, coletou algumas amostras. Junto, vieram pesquisadores e estudantes da Universidade de Brasília (Unb) e da USP. Um dos objetivos da expedilçao é comparar o fóssil com outros encontrados pelo mundo.

Martino Giorgioni é pesquisador da Unb. O objetivo do estudo dele é descobrir o ambiente em que a Corumbella vivia. "Encontrar alguns parâmetros químicos que podem dar informações sobre esse ambiente que agora não existe mais", explicou.

Essa não é a primeira vez que o achado do fóssil movimenta Corumbá. Em 2013 um evento reuniu estudiosos de 15 países. "Fico muito feliz que essa descoberta de mais de 30 anos atrás deu início para mais estudos agora", contou Detlef Wald, arquólogo que encontrou a corumbella. Corumbá Mato Grosso do Sul